"Copa do Mundo 2026: faltam 100 dias para o maior 'cada um por si' da história."
Faltam apenas 100 dias para o torneio nos EUA, México e Canadá, onde o maior desafio não é o Mbappé, mas conseguir um visto sem ser confundido com um espião internacional.
5 de março de 2026

MUNDO – A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 bateu a marca dos 100 dias, e o clima não poderia ser mais "animado": metade do planeta está em guerra, a outra metade está discutindo sanções e a FIFA jura que vai ser um momento de "integração entre as culturas". É tipo organizar um aniversário de criança no meio de uma rebelião em presídio.
Pela primeira vez, teremos 48 seleções. É tanta gente que a FIFA teve que inventar grupo até para país que nem descobriu o futebol ainda. Mas o problema não é o número de times, é como eles vão chegar lá. Com as tensões no Oriente Médio, tem seleção que corre o risco de ser escalada direto para o front em vez de entrar em campo.
O Irã e o "Visto Impossível"
A situação do Irã é o grande destaque: os jogadores não sabem se treinam cobrança de pênalti ou estratégia de evasão diplomática. Nos EUA, a segurança está tão reforçada que, se um torcedor gritar "é uma bomba!" (referindo-se a um chute de fora da área), é perigoso o estádio inteiro ser evacuado por drones de última geração.
Além disso, tem a questão dos vistos. Entre o México e os EUA, a única coisa mais difícil do que marcar um gol na Argentina vai ser cruzar a fronteira com uma vuvuzela na mão sem ser interrogado pela imigração por três dias.
Futebol: O Ópio do Povo (e dos Geopolíticos)
Enquanto o mundo se explode lá fora, a FIFA mantém o sorriso de comercial de margarina, defendendo que o futebol une as nações. É a famosa estratégia do "pão e circo", mas com o pão custando 15 dólares o pedaço e o circo sendo vigiado por satélites militares.
Se você achava que a Copa do Catar foi polêmica, espere para ver a de 2026, onde o VAR pode ser usado tanto para checar um impedimento quanto para identificar um alvo de interesse internacional na arquibancada.
Nota do Torcedor Sincero: O importante é que a bola role. Se ela vai rolar por cima de um campo de minas ou de um gramado sintético de 500 milhões de dólares, aí já é detalhe de contrato.
