ExpoVG 2026: Onde o gado é de elite, o show é de luxo e o povo continua carregando balde
Prefeitura ergue palco sobre buracos; se a cidade está um caos, Maiara e Maraisa já deram a letra: 'Mente aí que a culpa é nossa'
10 de abril de 2026

Várzea Grande está prestes a ganhar um presente de aniversário que não cabe em uma caixa: a ExpoVG 2026. O evento, que promete ser o "divisor de águas" da economia local (embora a única água que se veja por aqui seja a do suor de quem empurra carro atolado), já nasce com o brilho de R$ 500 mil em emendas parlamentares do Deputado Fabinho.
É a estratégia perfeita: luzes de LED tão fortes que o cidadão nem consegue enxergar a poeira que cobre os bairros da "Cidade Industrial".
Enquanto a prefeitura e os aliados políticos preparam o berrante para anunciar a feira, a população do São Simão e do Paiaguás vive outra realidade. Lá, o único "show" que acontece é o das crateras que engolem pneus e o das torneiras que só emitem o som de vácuo. No palco da ExpoVG, a trilha sonora é sertaneja; na vida real, o ritmo é o das batidas de panela de quem não aguenta mais promessas.
Como bem cantam Maiara e Maraisa, parece que a gestão resolveu aplicar o hit "A Culpa é Nossa": "Mente aí que a culpa é nossa" pelo asfalto ter virado farelo e a água ter virado lenda urbana. A ExpoVG é o cenário ideal para o palanque político de 2026, onde o importante é a selfie no camarote, enquanto o eleitor volta para casa — se o ônibus não cair em uma vala — para tomar banho de caneca e sonhar com o próximo feriado.
