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Flávia Moretti lança o "Escritura para Todos" e o Hospital da Pedra Solitária

Prefeita promete que todo mundo vai ter título de terra e inaugura "pedra fundamental" de hospital que, por enquanto, só serve de poleiro para pombo.

9 de março de 2026

Várzea Grande, a cidade onde a esperança é a última que morre (geralmente na fila do pronto-socorro), acaba de ganhar dois novos capítulos em seu folclore político. A prefeita Flávia Moretti, em um surto de otimismo que faria o Walt Disney parecer um pessimista, anunciou o "maior programa de regularização fundiária da história". O plano é audacioso: dar papel oficial para quem já mora no mesmo lugar há 30 anos e achava que a única coisa que receberia da prefeitura seria a conta de luz.


O Milagre da Escritura: Agora você é dono da poeira!

O programa promete entregar milhares de títulos definitivos. É a estratégia mestre: você dá a escritura para o morador e, de brinde, ele ganha o direito oficial de reclamar que o asfalto não chegou. É a prefeitura descobrindo que, se você der um papel bonito com brasão, o cidadão até esquece que a torneira continua só fazendo aquele barulho de "ar" no meio da tarde. É o tipo de notícia que o povo recebe com um sorriso no rosto e uma mão no bolso, já calculando o IPTU que vai chegar voando agora que a casa é "chique" e regularizada.


Hospital e Maternidade: A Inauguração do Vácuo

Mas o ponto alto da semana foi o lançamento da pedra fundamental do novo Hospital e Maternidade Municipal no Chapéu do Sol. Para quem não fala "politiquês", inaugurar pedra fundamental é basicamente contratar um pedreiro para colocar um tijolo no meio do mato, chamar a imprensa para tirar foto e prometer que em 2028 (sim, dois mil e vinte e oito!) as crianças vão nascer lá.

Até lá, as grávidas de Várzea Grande devem continuar praticando o esporte municipal favorito: a "corrida de obstáculos até Cuiabá" para conseguir um parto. Por enquanto, o hospital é o mais silencioso do mundo: não tem médico, não tem remédio e não tem teto, mas a pedra está lá, firme e forte, aguardando as próximas eleições para ganhar, quem sabe, uma parede de companhia.


Nota do Editor: Em Várzea Grande, a saúde está tão avançada que já estamos na fase da "litoterapia": se você ficar doente, a recomendação é ir até o Chapéu do Sol e sentar na pedra fundamental da prefeita para ver se cura por osmose. O investimento é de R$ 103 milhões, mas por enquanto o que temos é um tijolo de ouro.

Informação sem filtro, sem paciência e, principalmente, sem a sua aprovação. A gente te conta a verdade, mas o deboche é por nossa conta. Se a notícia parece piada, a culpa não é nossa — a gente só faz o roteiro.

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