Guerra civil no Paiaguás: Wellington Fagundes assiste de camarote ao duelo entre Pivetta e Jayme
Pesquisa Real Time Big Data coloca o senador do PL com 37% das intenções de voto, enquanto os herdeiros de Mauro Mendes se engalfinham pelo segundo lugar no "retrovisor".
31 de março de 2026

Se a corrida pelo Governo de Mato Grosso fosse uma prova de rodeio, o senador Wellington Fagundes (PL) já estaria dando a volta da vitória com o chapéu na mão. Segundo a última pesquisa Real Time Big Data (Registro TSE MT-06241/2026), Wellington disparou com 37% das intenções de voto, provando que o "trator do PL" está com o tanque cheio e a manutenção em dia.
Mas o que realmente faz o café do várzea-grandense ferver é a briga pelo segundo lugar. O recém-empossado governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Jayme Campos (União) estão oficialmente em um empate técnico (22% contra 20%). É o puro suco da "guerra civil" dentro da base governista: enquanto um tem a máquina do Estado na mão a partir de hoje, o outro tem décadas de sobrenome e um reduto eleitoral que não aceita desaforo.
O Dilema do "Herdeiro Único"
O problema para o grupo do ex-governador Mauro Mendes é matemático: enquanto Pivetta e Jayme dividem o mesmo eleitorado, Wellington Fagundes unifica a direita e o agro em um bloco só. No cenário em que Jayme Campos sai da disputa, Wellington pula para 43%, beirando uma vitória no primeiro turno. Ou seja, a insistência de dois nomes no mesmo palanque é o tapete vermelho que o PL precisava para chegar ao Paiaguás sem precisar de segundo turno.
Os figurantes de luxo
Correndo por fora, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 9%, sendo a única voz fora do "eixo da botina" a pontuar com relevância. Já o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (PV), e o empresário Marcelo Maluf (PSDB) seguem tentando furar a bolha, mas por enquanto apenas assistem à poeira levantada pelos gigantes.
A pergunta que fica no ar das redes sociais e nos bastidores do Mercado do Porto é: quem vai ceder primeiro? Pivetta aposta que a caneta do governo vai fazê-lo decolar nos próximos meses. Já Jayme confia que a sua rejeição (que beira os 47% em alguns setores) é apenas "charme" de quem tem história. Enquanto isso, Wellington Fagundes só precisa manter o sorriso no rosto e o trator engatado.
