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Herança Maldita ou Salvação? Câmara autoriza Cuiabá a "pendurar" R$ 111 milhões no banco

Com as contas da capital respirando por aparelhos, empréstimo milionário para infraestrutura levanta o questionamento: é obra no chão ou apenas juros no bolso do contribuinte?

23 de abril de 2026

A Prefeitura de Cuiabá acaba de ganhar um fôlego financeiro que tem tudo para virar uma asfixia futura. A Comissão de Fiscalização da Câmara Municipal deu sinal verde para o Executivo buscar R$ 111,7 milhões junto às instituições financeiras. O discurso oficial é o de sempre: pavimentação, drenagem e melhorias na infraestrutura da nossa capital. Mas, no "sinceralismo" matemático, a conta não fecha tão bonito assim. 


A grande polêmica é o momento da "facada". Com Cuiabá enfrentando um déficit histórico e serviços básicos cambaleando, contrair uma dívida dessa magnitude é como tentar apagar incêndio com gasolina. Quem vai pagar os juros — que nunca são baixos para prefeituras em crise? O cidadão cuiabano, que já paga um dos IPTUs mais caros da região, agora ganha uma dívida de longo prazo para chamar de sua. É a política do "faço agora e quem vier depois que lute para pagar".


Enquanto a prefeitura celebra o limite de crédito liberado, o contribuinte fica de olho: será que esse dinheiro vai realmente virar asfalto de qualidade ou vai sumir nos ralos da burocracia e dos aditivos contratuais? O O Sinceralista avisa: fiscalizar onde esse montante será aplicado não é apenas um dever da Câmara, é uma questão de sobrevivência para o bolso de quem vive em Cuiabá. O pato já está na mesa, e o boleto tem nove dígitos.

Informação sem filtro, sem paciência e, principalmente, sem a sua aprovação. A gente te conta a verdade, mas o deboche é por nossa conta. Se a notícia parece piada, a culpa não é nossa — a gente só faz o roteiro.

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