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"O Muro das Lamentações: MDB pede licença para não escolher lado em 2026."

Com medo de levar pedrada de Lula ou de Bolsonaro, caciques do partido entregam manifesto para ficarem em cima do muro e decidirem o apoio conforme a conveniência de cada estado.

5 de março de 2026

BRASÍLIA – Sabe aquele amigo que, numa briga de casal, diz que "gosta muito dos dois" só para não perder o convite do churrasco de ninguém? Esse é o MDB versão 2026. Lideranças do partido enviaram um documento oficial ao presidente da sigla, Baleia Rossi, implorando pelo direito sagrado de serem neutros.

A desculpa oficial é a "pluralidade do partido". A tradução para o português claro? Eles não querem se queimar nem com o Lula, nem com o Flávio Bolsonaro. O plano é simples: em Brasília, o partido faz cara de paisagem; nos estados, cada um faz o que quer para garantir o seu próprio mandato.


O "Toco" no PT e a Resistência Interna

O PT bem que tentou seduzir o MDB com uma vaga de vice na chapa do Lula. É aquela proposta de casamento que o partido olha e responde: "Adorei, mas vamos deixar para decidir na semana do evento?".

Enquanto uma ala quer o ministério e o palanque do governo, a outra ala já está com a camisa da seleção brasileira no armário pronta para o sinal de "joinha" da direita. O manifesto é, na verdade, um grito de socorro dos diretórios estaduais que não querem ser obrigados a subir num palanque que o seu eleitor local detesta.


Baleia Rossi e a Arte de "Enrolar o Meio de Campo"

O presidente do partido, com a habilidade de quem sabe que o muro é o lugar mais alto da política, avisou que a decisão só sai "nos 45 do segundo tempo". Até lá, o MDB segue sendo o partido que não é "nem lá, nem cá", mas que com certeza estará em algum lugar onde tenha orçamento e cargo comissionado.

Informação sem filtro, sem paciência e, principalmente, sem a sua aprovação. A gente te conta a verdade, mas o deboche é por nossa conta. Se a notícia parece piada, a culpa não é nossa — a gente só faz o roteiro.

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