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"O Vendedor de Sonhos (e de Votos): Augusto Cury quer 'receitar' o Brasil em 2026."

Psiquiatra e autor de best-sellers anuncia pré-candidatura à Presidência e promete que, se eleito, o Diário Oficial da União será substituído por pílulas de inteligência emocional.

5 de março de 2026

SÃO PAULO – Cansado de ver o brasileiro ter crises de ansiedade a cada abertura do Jornal Nacional, o escritor e psiquiatra Augusto Cury decidiu que é hora de tratar o paciente direto na fonte: o Palácio do Planalto. Em março de 2026, o autor anunciou que está pronto para trocar as prateleiras de autoajuda pelas urnas eletrônicas.

Cury, que já vendeu mais de 45 milhões de livros, agora quer vender um projeto de país chamado "Brasil 2027-2050". A ideia é simples: em vez de briga ideológica, vamos todos sentar em círculo e discutir nossas emoções. Ele só tem um pequeno detalhe para resolver: ainda não tem partido. O escritor avisou que não quer ser "refém" de legendas, o que na política brasileira é como querer nadar no Pantanal sem encontrar um jacaré.


Gestão por Inteligência Emocional

As propostas são dignas de um capítulo de seus livros. Cury quer usar Inteligência Artificial na gestão pública (talvez para ver se o algoritmo tem mais empatia que os políticos atuais) e sugere mudanças profundas, como o sistema semipresidencialista. É o plano perfeito: o Presidente cuida da nossa saúde mental e o Primeiro-Ministro cuida da inflação (que é o que realmente acaba com a nossa saúde mental).


O Fim da Polarização (Ou o Início da Terapia Coletiva)

Diante de um Brasil rachado entre Lula e a direita, Cury surge como o "pacificador". A estratégia de campanha deve ser revolucionária: em vez de carreatas barulhentas, teremos meditação guiada. Em vez de santinhos, capítulos de O Código da Inteligência. Se ele ganhar, o Brasil será o primeiro país do mundo onde o ajuste fiscal será feito com base na "gestão da emoção".

Resta saber se o eleitor brasileiro, acostumado com o "sangue nos olhos" da política, vai aceitar trocar o grito de guerra por um "respira, não pira". Se a candidatura vingar, uma coisa é certa: o debate presidencial vai ser o lugar mais calmo do mundo, ou o maior surto psicótico coletivo da história.

Informação sem filtro, sem paciência e, principalmente, sem a sua aprovação. A gente te conta a verdade, mas o deboche é por nossa conta. Se a notícia parece piada, a culpa não é nossa — a gente só faz o roteiro.

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