Operação "Pinte o Sete": Abilio quer transformar detentos em artistas urbanos.
Prefeito de Cuiabá propõe que pichações de facções sejam apagadas por quem entende do assunto (ou quase isso), economizando o dinheiro do contribuinte.
7 de março de 2026

CUIABÁ – O prefeito Abilio Brunini acaba de lançar o que poderíamos chamar de "Programa de Estágio Pós-Grade". A ideia é simples e, para alguns, genial: colocar detentos para apagar as pichações feitas por facções criminosas nos muros da capital.
E a primeira vez que o currículo para trabalhar na limpeza urbana exige "experiência prévia em ambientes de segurança máxima". Se a moda pega, daqui a pouco teremos o "MasterChef: Edição Penitenciária" cuidando da merenda escolar.
Tinta, Rolo e Ressocialização
O plano do prefeito é combater a poluição visual e as marcas do crime organizado usando a própria mão de obra do sistema prisional. O objetivo é limpar a cidade sem precisar gastar rios de dinheiro com empresas terceirizadas. É o famoso "unir o útil ao desagradável" (para quem vai ter que pintar no sol de 40°C de Cuiabá).
O "Batman" Cuiabano contra o Grafite
Abilio, que nunca foge de uma polêmica, defende que a medida ajuda na ressocialização. Enquanto isso, a oposição e os especialistas em segurança ficam se perguntando se colocar o "pessoal de dentro" para apagar o recado do "pessoal de fora" não é o roteiro perfeito para um filme de ação com final imprevisível. De qualquer forma, prepare o seu estoque de tinta branca: a prefeitura quer que Cuiabá brilhe mais que o sorriso de político em dia de inauguração.
