Operação 'Cerca Viva': Blairo Maggi tenta amarrar os caciques para evitar que a oposição pule o muro em 2026
Ex-governador prega união entre Jayme, Mauro e Pivetta; o medo é que a briga de egos abra a porteira para a oposição fazer a festa
11 de abril de 2026

Blairo Maggi, o eterno "Rei da Soja", resolveu agir como o conselheiro matrimonial da política mato-grossense. Ele sabe que, se Jayme Campos, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta continuarem trocando cotoveladas, o grupo governista vai chegar em outubro mais fragmentado que asfalto de Várzea Grande. A ordem é clara: união ou derrota. Maggi sabe que o eleitor está de olho e que a oposição está só esperando o "racha" para pular a cerca.
A estratégia é evitar o "salve-se quem puder". De um lado, Jayme quer manter o império da família Campos; do outro, Mauro Mendes quer garantir o sucessor; e Pivetta, claro, quer a cadeira de governador para chamar de sua. O problema é que só tem uma vaga no trono, e Maggi está tentando convencer todo mundo a dividir a marmita para não ficarem todos com fome. É a política do "eu te odeio, mas preciso de você para ganhar".
Para o cidadão, essa "união de forças" soa mais como uma tentativa de manter as chaves do Estado nas mesmas mãos de sempre. Enquanto os gigantes do agro e da política se abraçam publicamente para as fotos, nos bastidores o jogo é bruto. Blairo está tentando costurar essa colcha de retalhos antes que a oposição — que não é boba nem nada — aproveite a divisão para mostrar que o "reinado" pode estar com os dias contados.
