Pausa no Despejo: Assembleia Legislativa tenta “congelar” expulsões em residenciais de Cuiabá
Deputados acionam o Tribunal de Justiça para suspender reintegrações de posse; o objetivo é evitar que centenas de famílias fiquem sem teto enquanto a solução definitiva não sai
17 de abril de 2026

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) resolveu entrar em campo para tentar segurar uma bomba social que está prestes a explodir em Cuiabá. O Legislativo protocolou um pedido junto ao Tribunal de Justiça (TJMT) para suspender as ordens de despejo que pesam sobre diversos residenciais da capital. A ideia é ganhar tempo e garantir que ninguém seja retirado de casa à força sem que haja uma alternativa real.
A movimentação parlamentar busca sensibilizar os desembargadores para o lado humano da questão. Em vez de simplesmente cumprir a letra fria da lei de reintegração de posse, os deputados defendem que é preciso regularizar a situação das famílias ou encontrar um caminho que preserve o direito à moradia. É o Legislativo tentando mediar um conflito que envolve o bem mais precioso de qualquer cidadão: o seu lar.
Nos corredores da AL, o clima é de urgência. O "sinceralismo" mostra que a pressão das comunidades surtiu efeito e agora a bola está com o TJMT. Se a justiça aceitar o pedido, as famílias ganham o fôlego necessário para negociar. Caso contrário, o clima de incerteza continuará tirando o sono de quem não tem para onde ir.
